AE Cego do Maio Galardoado com o Selo “Escola Sem Bullying”

Hoje, dia 20 de outubro, dia Mundial de combate ao Bullying, o Agrupamento de Escolas Cego do Maio viu reconhecido o seu trabalho feito no ano letivo 2019/2020 para a prevenção do Bullying Escolar e recebeu o selo desse reconhecimento.

Foram várias as atividades realizadas na escola nesse sentido para alunos, pais e professores  e que foram divulgadas na nossa página.

 

Fica a mensagem recebida hoje deste reconhecimento:

É com muita satisfação que o Grupo de Trabalho “Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência” informa que o Vosso Agrupamento de Escolas/Escola Não Agrupada, é um/a dos/as galardoados/as com o selo “Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência”, por ter promovido e implementado, no ano letivo 2019/2020, um Plano de Prevenção e Combate ao Bullying e ao Ciberbullying, assumindo práticas quotidianas de promoção da saúde e do bem-estar da comunidade educativa, pautadas pelos princípios da não violência, da inclusão e da não discriminação.

Felicitamos, uma vez mais, o Agrupamento de Escolas/Escola Não Agrupada, por ter dinamizado iniciativas que tornam a escola mais inclusiva, promotora de um ambiente seguro e saudável, que permite às crianças e jovens desenvolver valores e competências que promovem o desenvolvimento pessoal e a plena intervenção social.

 

 

Cerimónia de Entrega dos Prémios de Mérito 2019/2020

No passado dia 8 de outubro de 2020, o Agrupamento de Escolas Cego do Maio, de uma forma diferente do habitual distinguiu os alunos que no ano letivo 2019/2020 viram reconhecido o seu esforço Académico/Desportivo e Artístico.
Na abertura do dia do Patrono inauguramos um vitral alusivo a Cego do Maio, que contou com a presença do Presidente e Vice-Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, do Delegado Regional Norte e do Subdiretor-Geral da DGAE.
De seguida procedeu-se à entrega do Prémio de Mérito Académico ao aluno Rui Bicho e ao longo do dia entregamos em contexto de sala de aula os diplomas a cerca de 230 alunos. Nesta iniciativa estiveram presentes os Diretores de Turma, assim como os representantes dos pais de cada uma das turmas.

Para memória futura deixamos este registo do dia 8 de outubro de 2020.

Erasmusdays2020 no AECM- passado, presente e futuro

Como forma de nos juntarmos à iniciativa Erasmusdays, partilhamos hoje um vídeo para relembrar alguns dos momentos já vividos por alunos do Agrupamento desde 2015, ano em que o AECM integrou pela 1ª vez o Programa Erasmus com a sua participação em projetos de intercâmbio escolar.

Uma seleção de fotos, testemunhos de alunos e de uma encarregada de educação, dos múltiplos encontros já realizados.

#Erasmusdays2020

mais informação: http://www.cegodomaio.org/novos-projetos-erasmus-apresentacao-durante-os-erasmusdays2020/

Teve Hoje Início o Projeto “Escola no Mar”

Teve hoje início o projeto “Escola no Mar” com a turma do 4.º K-S da escola do Século. Este projeto irá decorrer ao longo de todo o ano letivo com duas turmas do 4.º ano da Escola do Século (4.º K-S e 4.º J-S), às quartas feiras de manhã. Durante o 3.º período as turmas do 4.º L-S e 3.º G-S também irão participar neste projeto.

A Academia Gulbenkian do Conhecimento – Escola no Mar – é um projeto apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian que pretende utilizar as atividades e cultura náuticas como instrumento diferenciador de desenvolvimento de competências nas crianças e jovens em idade escolar dos concelhos de Vila do Conde e Póvoa de Varzim, tornando-os capazes de enfrentar um mundo em mudança.

A Escola no Mar é parte integrante dos programas do Desporto Escolar e do projeto Escola Azul do Centro de Formação Desportiva Náutica Escolar Agrupamento de Escolas Frei João de Vila do Conde em parceria Agrupamentos de Escolas, D. Afonso Sanches, Cego do Maio e Rates.

Objetivos Gerais

  • Preparar crianças e jovens para a mudança; desenvolver competências que lhes permitam lidar com problemas complexos; ampliar as suas oportunidades de realização

 

Competências Alvo:

  • definir objetivos ambiciosos e o envolvimento ativo na sua prossecução (Agência),
  • assumir responsabilidades, honrando-as de forma pontual e fiável (Compromisso), e
  • interagir de forma ajustada, valorizando e considerando a perspetiva do outro, o saber ouvir, contribuir e respeitar ativamente decisões em grupo (Colaboração).

Indicadores do Mundo em mudança:

  • 4 em cada 5 crianças que entram hoje na escola terão empregos que ainda não existem (Banco Mundial)
  • 40% das competências chave do futuro serão diferentes das de hoje (World Economic Forum)
  • 50% dos empregos estão risco pela automação (OCDE)
  • 10 a 15% dos empregos na indústria portuguesa vão desaparecer em 10 anos, mas serão criados outros. (Fórum para a competitividade)

 

 Objetivos específicos

1) envolver crianças na prática regular da vela;

2) desenvolver as CES;

3) melhorar o desempenho académico.

Enquadramento científico

Utilizar a prática da vela como metáfora para o desenvolvimento de competências emocionais e sociais (CES) em crianças oriundas de um contexto socioeconómico específico, integrado na zona piscatória de Vila do Conde e Póvoa de Varzim.

O desporto representa um elemento relevante para desenvolver CES em crianças, muitas vezes associadas ao sentimento de controlo pessoal, ganhar confiança no futuro, tomar melhores decisões e, em última instância, tornarem-se melhores cidadãos (Bailey, 2008). O presente projeto poderá alargar o conhecimento atual, intervindo em consonância com os princípios da OCDE (i.e., foco na tarefa, regulação emocional, colaboração, abertura à experiência, e relacionamento interpessoal), utilizando o mar como um contexto representativo da comunidade.

 

Intervenção da Escola no Mar

No dia da Escola no Mar os alunos trocam a sua sala de aula habitual por outra situada a cerca de 20 metros do mar, em plena Marina da Póvoa de Varzim, que funcionará como ponto de partida desta aventura do conhecimento.

A intervenção da Escola no Mar terá a duração de 2 anos e consiste na aplicação de uma metodologia de ensino da vela a alunos de 15 turmas do 4º ano, integrada no seu plano curricular. Os alunos participantes pertencem aos Agrupamentos de Escolas Frei João de Vila do Conde, D. Afonso Sanches, Cego do Maio e Rates.

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Novos Projetos Erasmus – apresentação durante os #Erasmusdays2020

O nosso Agrupamento foi recentemente congratulado com a aprovação de mais dois projetos inseridos no programa Erasmus, no âmbito das Parcerias de Intercâmbio escolar. Assim, nos próximos dois anos letivos, o Agrupamento irá ser escola parceira no projeto “SHE’S the Change”, coordenado a nível local pela professora Ana Ribeiro. Este projeto será desenvolvido em parceria com escolas de Espanha (coordenador), Itália e Grécia. Para além deste projeto, a escola será parceira no “European Future Skills”, coordenado localmente pela professora Mónica Brandão em parceria com escolas da Alemanha (coordenador), Grécia, Espanha, Letónia e Estónia. Ambos os projetos são dirigidos a alunos do 3.º Ciclo.

As parcerias estratégicas irão abranger temáticas diversificadas e pretendem contribuir para alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Igualdade; Sustentabilidade; Solidariedade; Saúde,  bem como questões relacionadas com o desenvolvimento de novas competências.

Tendo em conta o ano atípico que estamos a viver, devido ao período pandémico que atravessamos, será previsível um período de extensão dos mesmos por mais um ano, para que, assim, se possam realizar com toda a segurança e confiança as mobilidades previstas entre os parceiros europeus. No entanto, há que relembrar que estes projetos não se resumem apenas a mobilidades entre as escolas envolvidas, estando previsto um elevado número de outras atividades desenvolvidas em cada uma das escolas e que serão dinamizadas numa lógica de partilha de trabalhos e experiências à distância. No âmbito destes projetos Erasmus, e como já vem acontecendo desde 2015, os alunos terão oportunidade de comunicar com outros alunos europeus através de plataformas virtuais que possibilitarão um contacto à distância, nomeadamente o eTwinning, salvaguardando-se, desta forma, todas as regras de segurança que se impõem no momento tão delicado que vivemos.

Estes projetos têm como objetivo principal a troca de boas práticas e experiências de ensino e aprendizagem possibilitando, simultaneamente, um conhecimento de outras realidades educativas e culturais, bem como o desenvolvimento da vertente comunicativa dos nossos alunos e o incremento das línguas estrangeiras, sobretudo do inglês, que será a língua oficial utilizada nas comunicações entre os participantes dos vários países europeus envolvidos.

No próximo dia 15, quinta feira, lançaremos aqui na página um filme sobre a participação doAECM no programa Erasmus desde há 5 anos: registos fotográficos/video dos diversos encontros e testemunhos de alunos participantes e uma encarregada de educação. Participa no Erasmusdays, visualiza o filme e partilha com os teus colegas as tuas experiências, se já participaste nos projetos anteriores ou que estão a decorrer, ou informa-te como poderás vir a ser um futuro aluno Erasmus!

Este evento está divulgado nos canais oficias Erasmus:

https://www.erasmusdays.eu/event/erasmusdays2020-agrupamento-de-escolas-cego-do-maio/

Página dos Projetos Erasmus a decorrer no Agrupamento: http://www.cegodomaio.org/erasmus-3/

 

 

 

Comemorou-se o Dia do Agrupamento de Escolas Cego do Maio

Hoje, dia 8 de outubro, comemorou-se no Agrupamento de Escolas Cego do Maio, o dia do seu patrono. Faz hoje 203 anos que nasceu José Rodrigues Maio, mais conhecido por Cego do Maio.

Neste dia entregamos aos alunos que frequentam a Escola Básica Cego do Maio os diplomas de mérito académico/artístico e desportivo, incluindo os diplomas e-Twinning, a 228 alunos que no ano letivo anterior obtiveram as condições para este reconhecimento.

Apesar do distanciamento que é necessário neste ano letivo, fomos presenteados nesta sessão pública, com a presença do Delegado Regional Norte, Dr. Sérgio Afonso, do Sub-Diretor da DGAE, Dr. César Israel Paulo, Do Presidente e Vice-Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, do presidente do Conselho-Geral, da Presidente da Associação de Pais, de todos os membros da direção, dos Coordenadores de Departamento em representação de todos os professores da escola, do Coordenador dos Assistentes Técnicos, do Coordenador dos Assistentes Operacionais, da diretora de turma e da primeira professora do 1.º ciclo do aluno premiado, da equipa do SPO e do eduK’ARTE, numa cerimónia breve e simples que premiou o aluno com melhores resultados académicos no ano letivo 2019/2020, Rui António Silva Bicho.

Neste dia começamos por inaugurar um vitral alusivo ao patrono da escola que se encontra acessível a todos os que nos visitem.

Ao longo do dia os diplomas de prémio de mérito foram entregues em contexto de sala de aula, pelos diretores de turma/professores titulares de turma dos alunos e por um representante dos pais em representação de todos os restantes. Em breve iremos produzir um vídeo alusivo a esta cerimónia que ficara na história deste dia, tal como o vídeo de entrega dos prémios de mérito de 2018 e de 2019.

Parabéns a  todos os alunos que fazem do Agrupamento de Escolas Cego do Maio cada vez mais uma escola de referência no Concelho da Póvoa de Varzim.

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Dia Europeu das Línguas 2020 – Vota no evento do Agrupamento!

A nova realidade na escola não impediu de continuar a celebrar eventos, desta vez apenas em sala de aula mas com dinâmicas ativas e com visibilidade europeia. Assim, durante a semana todos os alunos do 2.º e 3.ºciclo celebraram o Dia Europeu das Línguas nas aulas de Inglês e Francês. As celebrações da nossa escola estão publicitadas na página europeia  do Centro Europeu de Línguas Modernas do Conselho da Europa:

Clica AQUI (ou na imagem) e VOTA NO EVENTO  DA NOSSA ESCOLA . A votação estará aberta durante um mês, entre 20 de setembro e 20 de outubro (podes votar todos os dias) e o vencedor será anunciado em Dezembro. A entidade organizadora do evento mais votado receberá um pequeno prémio.

Foram várias as atividades dinamizadas em sala de aula:

Em Francês,  fez-se a eleição da turma mais  Francófona (a que vestiu mais peças de roupa com as cores da bandeira), jogou-se Kahoot, escreveram-se palavras ou expressões sobre sentimentos e pensamentos relativos ao momento que estamos a viver e ainda houve tempo para a visualização de alguns excertos de filmes

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Na disciplina de Inglês, os alunos também jogaram Kahoot com questões que envolviam conhecimento dos países que integram os projetos Erasmus+ do Agrupamento; criaram nuvens de palavras com expressões em diferentes línguas, tiraram fotos e partilharam memórias de outros países e cantaram músicas de países parceiros em projetos eTwinning.

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Esta página irá ser atualizada durante a semana com a divulgação de trabalhos de todas as turmas.

Por toda a Europa, 800 milhões de Europeus dos 47 estados-membros do Conselho da Europa são encorajados a aprender mais línguas, em qualquer idade, dentro e fora da escola. O Conselho da Europa promove o plurilinguismo em todo o continente, com base na convicção de que a diversidade linguística é uma via para alcançar uma maior compreensão intercultural e um elemento-chave da riqueza do património cultural da Europa.

Por iniciativa do Conselho da Europa, sedeado em Estrasburgo, o Dia Europeu das Línguas tem vindo a ser celebrado, todos os anos desde 2001, no dia 26 de setembro.

Plano de Contingência do AECM

Informamos toda a comunidade do Agrupamento de Escolas Cego do Maio do Plano de Contingência para a Prevenção da Transmissão da Infeção Humana COVID-19 pelo Vírus SARS-CoV-2.

Plataforma GIAE (Informação para Encarregados de Educação)

O Agrupamento de Escolas Cego do Maio disponibiliza a todos os Docentes/Alunos e Encarregados de Educação a Plataforma GIAE de controlo e comunicação interna de todos os utilizadores do nosso Agrupamento.

Nesta plataforma são inseridos os sumários das turmas, a marcação de faltas dos alunos, a gestão das entradas dos alunos na escola, a marcação das refeições (no 2.º e 3.º Ciclos)  e as avaliações dos alunos, entre outras funcionalidades.

O acesso dos Encarregados de Educação faz-se neste acesso através de uma conta pessoal começada por “ee…..” e com uma senha pessoal que é entregue no início do ano letivo aos novos alunos. Aconselhamos que a senha seja guardada em local seguro e que não seja transmitida. O acesso dos alunos faz-se com uma conta pessoal começada com “a…”, mas que não tem a funcionalidade para o carregamento do cartão.

Para facilitar a aquisição de senhas e a marcação de refeições os Encarregados de Educação podem carregar o cartão do aluno em casa usando várias opções de carregamento, assim como tirar a senha para almoço.

O próximo vídeo exemplifica como se pode proceder ao carregamento do cartão do aluno.

Para evitar filas na papelaria para o carregamento do cartão do aluno e para a marcação das refeições aconselhamos todos os Encarregados de Educação com possibilidade de usar este serviço que o façam.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Acesso à plataforma GIAE do Agrupamento de Escolas Cego do Maio está sempre disponível na página principal.

Reportagem do Diário de Notícias Sobre o Primeiro dia de Aulas no Agrupamento

EB 2/3 na Póvoa do Varzim: “Implementamos todas as medidas, mas contamos com o fator sorte”

 

No primeiro dia de “escola a sério”, na Cego do Maio, pais e alunos encontravam-se num misto de alegria pelo regresso e de ansiedade provocada por mais um ano letivo atípico, com muitas regras a seguir neste “novo normal”.

À porta da escola EB 2/3 Cego do Maio (Póvoa do Varzim), os pais ficaram até perderem os filhos de vista. Seguindo as indicações à risca, que incluem higienização à entrada, circuitos de circulação delimitados, zonas de recreio específicas para cada turma, entre outras, os alunos entraram na escola em fila indiana, com livros e algum nervosismo “na mochila”.

“O meu filho mudou de escola porque entrou para o 5º ano. Ontem foi a apresentação e hoje (18 de setembro) é que é a escola a sério. Ainda está um pouco desorientado porque tudo é novo. Ontem nem tomou pequeno-almoço. Hoje também foi difícil. Estava nervoso e agitado, mas com muita vontade de voltar para a escola depois tanto tempo em casa“, conta ao DN, Cátia Lima, enquanto observa o filho ao longe. A encarregada de educação não esconde o medo, mas ressalva que o filho tem de voltar. “É preciso regressar ao normal e a escola faz muita falta, mas não há como não ter medo e acho que estes miúdos terão uma parte da infância mais limitada”, conclui. No decorrer da conversa da encarregada de educação com o DN, no recreio amplo da escola, os alunos mais velhos punham a conversa em dia, numa clara alegria por rever amigos. As regras já tinham sido explicadas no dia da apresentação (ontem) e tudo decorreu como previsto. “Os alunos estão a cumprir com as medidas e tudo foi preparado “ao pormenor”, afirma o diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio, Arlindo Ferreira. “Em julho, preparamos o plano e enviamos toda a informação aos encarregados de educação”, explica o responsável.

Sobraram centenas de cadeiras

Com um máximo de 22 alunos por turma e o horário alargado até à 18.10 (no ano letivo anterior as aulas terminavam às 16.00) sobraram centenas de cadeiras. “Os alunos estão a 1,5 metros de distância uns dos outros, temos turnos desfasados entre o 2º e o 3º ciclo e zonas específicas para as turmas no recreio”, explica Arlindo Ferreira. Nas salas, os lugares que podem ser ocupados estão assinalados com um ponto verde e o horário de entrada nas salas passou a ser “mais rigoroso”: “Tivemos de fazer contas a tudo. Algumas salas, as mais pequenas, ficaram vazias e sem mesas que usamos para outras salas. Os intervalos, de 15 minutos, passaram de quatro a dois de manhã e de tarde. A sala de convívio conta agora com um limite de duas turmas (44 alunos) e os almoços também sofreram alterações. Começam às 11h50 e terminam às 13.55), com turnos. Contudo, ao contrário de anos anteriores, pedimos aos pais para que, se possível, levem os filhos para casa à hora de almoço”, refere o responsável do agrupamento.

Esta sexta-feira, num universo de 600 alunos na EB 2/3 Cego do Maio, menos de uma centena comprou senha para a almoçar na cantina. “Aqui não temos rede de transportes. Os alunos fazem o percurso a pé ou vêm com os pais. Já era assim antes da pandemia e é menos um risco que se corre”, explica. Contudo, ainda nem tudo está a funcionar em pleno. O bar dos alunos e o pavilhão polidesportivo estão fechados por falta de funcionários. “Precisamos de mais cinco assistentes operacionais e temos feito esse pedido diariamente”, confessa Arlindo Ferreira. Além da escassez de assistentes operacionais há ainda um problema de falta de meios tecnológicos. “Se tivermos de dar aulas à distância, não temos forma de o fazer. Os computadores da escola não têm câmara e não temos condições para ter os professores na escola a dar aulas aos alunos que estejam em casa”, sublinha. No entanto, quando as escolas encerraram, em março, “a escola conseguiu manter as aulas, pois os professores usaram os seus computadores, bem como os alunos”.

Ensino Especial, regras especiais

Na sala de Ensino Especial da EB 2/3 Cego do Maio há apenas cinco alunos, aqueles que não conseguem usar a máscara, por terem deficiências graves. O espaço conta com tapete de higienização à entrada, distância social, materiais individuais e lugares próprios para cada mochila. Tudo está associado a uma cor, aquela que pertencerá ao aluno até ao final do ano. “Os alunos mudam de atividade a cada meia hora para se proceder a medidas de higiene. As casas de banho desses discentes é usada apenas por eles, não havendo partilha com os restantes grupos”, explica a professora responsável pelo Ensino Especial. A escola tem muitos alunos de Educação Inclusiva, mas estão integrados nas turmas todos aqueles que podem usar a máscara de proteção.

Escola preparada, mas um dia de cada vez

“Vamos vendo se temos de ajustar medidas e como podemos melhorar a cada dia. Estamos preparados, mas contamos com o fator sorte. Mesmo com o cumprimento de todas as medidas, o risco existe”, afirma Arlindo Ferreira. Um sentimento partilhado por Maria Graboswki, que sabe que não existe risco zero. “O meu filho tem nove anos e estava a precisar de conviver com os amigos, depois de ter passado seis meses com os pais”, conta. O que mais preocupa a encarregada de educação é a utilização das máscaras várias horas consecutivas. “Não se como vai aguentar porque se sente aflito, mas é a única coisa de que se queixa. Foi muito animado para a escola, já o meu coração de mãe não está bem. Sou doente oncológica e estive resguardada até agora”, confessa.

Maria Graboswki acredita que a maior preocupação do filho, conhecedor do problema de saúde da mãe, é a de levar “o vírus para casa”. A mãe acrescenta ainda ter receio de voltar ao regime de aulas à distância, porque o filho não se adaptou muito bem e ela não o conseguiu acompanhar “em todas as matérias”. Além do contágio, o medo de “voltar para casa” é o que mais causa perturbação. “O maior receio é ter de fechar portas. Não é ter um ou outro caso pontual, mas de que a pandemia escale e que tenhamos de voltar para casa”, sublinha Arlindo Ferreira. O presidente do Cego do Maio é também autor do “Blog de Arlindo”, um dos mais conhecidos na comunidade docente. “O blogue facilita muito o meu trabalho, pois consigo obter muitas opiniões e ter feedback. É um exercício de reflexão que me ajuda neste processo”, conta.

Na EB 2/3 Cego do Maio, há três professores na biblioteca em permanência para substituir colegas que possam faltar. Contudo, se quatro turmas precisarem de substituição, “poderá já não haver solução”. O mesmo se passa se o tempo não ajudar. “Com chuva, os alunos terão de passar os intervalos nas salas de aula”, explica. Contudo, Arlindo Ferreira acredita que “as escolas estão mais preparadas” e tem esperança de que vá mesmo “correr tudo bem”.

Do Brasil para a Póvoa de Varzim

Emerson Fernandes foi hoje matricular a filha no 2º ano, no Agrupamento de Escolas Cego do Maio. A família veio viver para Portugal há três semanas “à procura se um lugar mais calmo”. “A pandemia pesou na decisão, mas com tantos problemas que o Brasil tem, é quase um problema secundário”, explica. A gestão da pandemia em Portugal e as regras implementadas no combate à covid 19 tranquilizam Emerson Fernandes. “Estou tranquilo quanto ao regresso à escola da minha filha. Viemos de um país tão descontrolado, que não há como que ter medo aqui”, conclui. Já a pequena Maria, de sete anos, está “ansiosa para voltar a brincar com amigos”. “Tenho saudades dos meus amigos e agora quero fazer muitos novos. Quero muito ir para a escola”, conclui entre saltos de alegria. Recorde-se que o Brasil, um dos países mais afetados pela pandemia, permitiu a reabertura de escolas privadas ainda em agosto, mas a maioria dos estabelecimentos retoma este mês. O país soma 3,1 milhões de casos e mais de 134 mil mortes, o que o faz ocupar o segundo lugar a nível mundial em vítimas mortais, atrás dos Estados Unidos.

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