Mai 21 2018

Curiosidades “Cego do Maio”

O naufrágio de 11/12/1880

 

 

Pela manhã, como era habito, Tio Maio dirigia-se para a Igreja da Lapa com o intuito de ouvir missa quando, de repente, ao passar pelo areal ouviu gritos lancinantes que se espalhavam por toda a praia. O seu olhar atento avistou três catraias de pesca que estavam a ser devoradas pelas ondas raivosas que se agigantavam à entrada da barra.
Àqueles gritos acorreram os fiéis e o próprio padre e todos imploravam aos céus a graça divina.
Indiferente a tudo, o herói poveiro pega no seu batel e agiganta-se em socorro daquelas almas perdidas nas ondas do mar.
No adro da igreja rezava-se temendo o pior. Os vagões não deixavam ver o que se passava e a angústia crescia no rosto dos presentes.
De repente, na crista da onda, eis que surge o barco do “Cego do Maio”, com o remo ao alto, em sinal de que o náufrago estava são e salvo.
Quanto aos outros barcos, sob a ordem do patrão do mar poveiro, entravam na barra em salvamento.
Depositado o náufrago no areal, o povo acorreu aos magotes gritando efusivamente: valeu-nos o “santo Cego do Maio”!
Por fim, o sino da Igreja da Lapa voltou a tocar e a missa começou, com a presença do nosso herói

 

Adaptado da notícia de José de Azevedo “O Cego do Maio” publicada a 11/09/2008 no jornal “O Comércio da Póvoa de Varzim”